O déficit habitacional do País aumentou em mais de 220 mil imóveis entre 2015 e 2017, batendo recorde

 

Eduardo Fischer, presidente da MRV (Victor Moriyama/Bloomberg)

 

A redução das incertezas após a eleição deve dar início a um novo ciclo para o mercado imobiliário, avalia o presidente da MRV, Eduardo Fischer. A construtora, que focou nos últimos cinco anos no consumidor de baixa renda, pretende voltar a lançar imóveis de maior valor.

O déficit habitacional do País, que já era elevado, aumentou em mais de 220 mil imóveis entre 2015 e 2017, batendo recorde. A seguir, trechos da entrevista do executivo ao periódico

 

2019 deve ser um ano melhor para o mercado imobiliário?

– Nesse setor, é preciso sempre tentar antecipar os próximos três anos. Mesmo em 2014, quando o desemprego estava baixo, já se vislumbrava que seriam anos difíceis pela frente, mas 2019 deve ser melhor para o mercado imobiliário. O pior da crise parece ter passado e a demanda por moradia é alta.

 

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Entrega de mais um condomínio MRV

 

A MRV focará em baixa renda?

– Não só. Ficamos os últimos cinco anos focados em unidades a partir da faixa 1,5 do Minha Casa, Minha Vida – a segunda menor do programa – e financiadas com recursos do FGTS. A demanda é alta pela baixa renda, mas queremos voltar a construir empreendimentos de valores mais altos e financiados com a poupança. Essas famílias também ficaram com o consumo represado.

O mercado está otimista com a nova equipe econômica?

– Sim. A impressão é de que há uma grande racionalidade por parte da equipe. Ela conhece a necessidade de gerar empregos no País e sabe do potencial que o setor imobiliário tem para criar postos de trabalho.

 

Matéria por Douglas Gavras, do Estadão Conteúdo.